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Dizimista 176

 

 
 
Edição nº 176, de 21 de junho  de 2010
 
O mundo mágico da Internet
O site mais visitado da região
O Dizimista– Primeiro jornal virtual de Pirassununga
A palavra que você não ouve, a notícia que você não lê, a realidade que você não enxerga.
21 de junho de 2010
O Globo
 
Manchete: BB começa hoje a vender ações para se capitalizar
Pequeno investidor pode comprar os papéis a partir de R$ 1 mil

O Banco do Brasil inicia hoje o seu processo de capitalização, para levantar no mercado R$ 9,7 bilhões. O objetivo é expandir a oferta de crédito e fazer aquisições. O BB permitirá que os pequenos investidores, brasileiros ou estrangeiros, comprem até R$ 560 milhões em ações do banco. A reserva dos papéis vai até o dia 28, e poderá ser feita a partir de R$ 1 mil. (págs. 1 e 19)
Câmara pressiona por mais gastos
Deputados correm para aprovar, antes do recesso parlamentar, em julho, o fim da cobrança dos inativos, criada em dezembro de 2003. A medida aumentaria em pelo menos R$ 2 bilhões o rombo da Previdência e deixaria ao governo, mais uma vez, o ônus do veto: arriscar a imagem diante dos aposentados, em ano eleitoral. (págs. 1 e 3)
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Folha de S. Paulo
 
Manchete: Faculdades estão mais baratas
Valores chegam ao menor nível em dez anos devido à concorrência e à estagnação no ingresso de novos alunos

Concorrência acirrada e estagnação na entrada de novos alunos derrubaram as mensalidades das universidades particulares ao menor nível em dez anos.

De 1999 a 2009, o valor nominal médio caiu 31% - de R$ 532 para R$ 367-, aponta levantamento do Semesp (sindicato das universidades particulares de SP) em todo o país. No período, a inflação acumulada pelo INPC chegou a 104,3%.

Dados do MEC mostram que, de 1999 a 2008, o número de instituições particulares de ensino superior subiu 123%. Mas, entre 2007 e 2008, o número de novos alunos avançou só 0,6%. (págs. 1 e C1)
No Nordeste, chuva mata 31 e tira de casa quase 90 mil
Tempestades que atingiram Pernambuco e Alagoas na última semana já deixaram 31 mortos e 90 mil desalojados ou desabrigados.

Alagoas está sob calamidade pública. Em União dos Palmares (a 81 km de Maceió), cerca de mil pessoas ainda não foram achadas.

Na região metropolitana de Recife, barreiras deslizaram. Em Palmares, a cheia do rio Una derrubou duas pontes da BR-l0l. (págs. 1 e C4)

Cláudio Ângelo

Moratória na caça às baleias precisa acabar. (págs. 1 e A2)
Sessão única de radioterapia pode tratar câncer
Uma só dose de radioterapia logo após a retirada do tumor é tão eficaz contra o câncer de mama quanto o tratamento convencional, que inclui 30 sessões. A conclusão é de um estudo inglês feito com 2.232 mulheres submetidas à cirurgia.

Se adotada, em larga escala, a técnica poderia reduzir a fila para a terapia. (págs. 1 e C9)
Brasil desiste de intermediar acordo com Irã
O Brasil decidiu interromper sua tentativa de mediar um acordo sobre o programa nuclear do Irã, disse o chanceler Celso Amorim em entrevista ao jornal "Financial Times". "Não vamos agir de forma proativa a não ser que sejamos chamados", afirmou. (págs. 1 e A13)
Aliado de Uribe vence com folga na Colômbia
Juan Manuel Santos, 58, foi eleito ontem presidente da Colômbia, informa a enviada Flávia Marreiro.

Santos, que foi ministro do governo do conservador Álvaro Uribe, obteve 69% dos votos, contra 27,5% de Antanas Mockus, candidato do Partido Verde. (págs. 1 e A12)
Editoriais
Leia "Precisa-se de babá", sobre ingerências do Estado na vida dos indivíduos; e "Política melhor", acerca da aplicação da lei da Ficha Limpa. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo
 
Manchete: Brasileiro troca dívida em cheque especial por cartão
Hoje o limite da conta é fonte de 34% dos empréstimos realizados pelas famílias, ante 60% há dez anos

Após vários anos como principal linha de crédito dos brasileiros, o endividamento pelo cheque especial tem perdido espaço. Dados do Banco Central mostram que o uso dessa opção nunca foi tão baixo. O limite da conte é fonte de 34% dos empréstimos realizados pelas famílias, ante 60% ha dez anos. Os clientes vêm migrando para o cartão de crédito, que tem o maior juro entre as operadoras bancárias: 238,3% ao ano, ante 116,3% do cheque especial. Para a Federação Brasileira dos Bancos, a mudança no perfil de endividamento ainda não preocupa, mas "pode haver problema" se o ritmo persistir. Brasileiros têm hoje 586,6 milhões de cartões, média de três por habitante. (pág. 1 e Economia, págs. B1 e B3)

Negócios: Depois da fusão

Com a integração adiantada, o Itaú-Unibanco promete uma atuação agressiva para ampliar sua participação no mercado, e mira a internacionalização, diz o presidente do banco, Roberto Setubal. A meta é ser forte na América Latina até 2015.
Serra cobra desculpas de Dilma por dossiê
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse que Dilma Rousseff (PT) deveria ter pedido desculpas e afastado assessores acusados de envolvimento na montagem de suposto dossiê contra ele. Durante gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, ele atribuiu a Dilma a fabricação do documento: "Não sei se ela tinha (conhecimento), mas ela é responsável. (pág. 1 e Nacional, pág. A4)
Ministro de Uribe é eleito na Colômbia
O candidato governista Juan Manuel Santos foi eleito ontem o novo presidente da Colômbia, informa a enviada especial Renata Miranda. Ex-ministro da Defesa de Álvaro Uribe, ele obteve 69% dos votos, com 96,7% das urnas apuradas, e vai assumir o cargo no dia 7 de agosto. (pág. 1 e Internacional, pág. A8)

Foto legenda: Boa vizinhança: Reatarcom Venezuela e Equador é desafio para Santos
Brasil desiste da mediação Irã-Ocidente
O chanceler Celso Amorim declarou ao jornal britânico Financial Times que, devido à aprovação das sanções da ONU, o Brasil não pretende mais adotar "uma posição proativa" como interlocutor das negociações entre as potências ocidentais e o país persa. (pág. 1 e Internacional, pág. A11)
Ficha Limpa vai pegar, diz presidente do TSE (pág. 1 e Nacional, pág. A7)
 
Fábio Giambiagi: Uma lei para os gastos públicos
Há um processo que precisa ser revertido: a despesa primária do governo central tem aumentado, mas a capacidade de investimento permanece limitada. (pág. 1 e Economia, pág. B2)
Notas & informações: O novo aeroporto
A concessão para empresas privadas pode evitar o caos aéreo no futuro próximo. (págs. 1 e A3)
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Jornal do Brasil
 
Manchete: Presidente do TSE faz crítica a ´lei casuística´
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, disse, em entrevista ao Jornal do Brasil, que o Brasil precisa de uma "urgente reforma política, em sentido amplo". Admitiu ainda que a aplicação da Lei da Ficha Limpa nas eleições de outubro pode ser contestada no STF. E fez críticas à legislação eleitoral, que para ele "é mais do que casuística", além de "omissa quanto às pré-candidaturas". (pág. 1 e País, pág. A5)
Foto-legenda: Balões destruidores
Caso de polícia: Dois balões causaram incêndios devastadores no Rio. Um deles, no Morro dos Cabritos - pelo lado voltado para a Lagoa - destruiu área equivalente a quatro Maracanãs. Outro foi no Morro da Chacrinha, na Tijuca. (pág. 1 e Cidade, págs. A8 eA9)
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Correio Braziliense
 
Manchete: Brasília sem ônibus
Rodoviários decretam greve com promessa de colocar parte da frota em circulação, como determinou a Justiça. Metrô terá esquema especial, mas quem sai ganhando com a paralisação é o transporte pirata. (págs. 1, 23 e 24)
Congresso quer liberar a motosserra
Mudança no Código Florestal pode resultar no desmatamento de 80 milhões de hectares. (págs. 1 e 6)
Prioridade é definir o candidato
PSDB, DEM e PPS correm para encontrar o nome que disputará o GDF contra Agnelo. (págs. 1 e 27)

BID aposta no Brasil
Em entrevista ao Correio, presidente do BID diz que a década será de crescimento na América Latina. (págs. 1 e 14)
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Valor Econômico
 
Manchete: Falha da BP afeta aprovação da compra de ativos no país
Os bilionários problemas da BP nos Estados Unidos com o vazamento de petróleo no Golfo do México estão afetando o processo de transferência dos ativos da Devon no Brasil, adquiridos em março pela companhia britânica por US$ 7 bilhões. O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, admitiu ao Valor que a agência não tem pressa em aprovar a transferência dos ativos, que continuam sob responsabilidade da Devon. Segundo Lima, o objetivo é estudar "com calma" os dados apresentados pela BP de olho nos trabalhos de avaliação das causas do acidente nos Estados Unidos. Dois dos campos - Xerelete e Wahoo - estão no pré-sa1.

"Não vamos decidir agora, em um momento de tensão e antes de ficarem prontos os estudos que vão dizer se os problemas no Golfo do México não resvalam para problemas maiores. Não temos pressa", explicou Lima. A criação de um fundo de US$ 20 bilhões para pagar indenizações nos EUA é outro fator que vai influenciar a decisão da agência de não se apressar a concluir a análise. "Queremos saber se ela terá sustentação financeira para assumir esses compromissos". (págs. 1, B9 e D4)
Petrobras faz parceria com a São Martinho
A Petrobras anuncia hoje nova investida em biocombustíveis. O Valor apurou que a estatal acertou as bases para uma associação com o grupo sucroalcooleiro paulista São Martinbo que beneficiará dois projetos fora do Estado de São Paulo. O apoio da Petrobras deve acelerar a conclusão da usina Boa Vista, já em operação em Quirinópolis (GO), e permitir a construção de um projeto novo (“greenfield”) na cidade vizinha, Bom Jesus de Goiás (GO). Com mais essa associação, a Petrobras passa a contar com participações em usinas que, no total, moem 30 milhões de toneladas de cana por safra, ainda a metade da capacidade da maior empresa do setor, a Cosan.

Há pouco mais de um mês, a Petrobras adquiriu, por R$ 1,6 bilhão, uma fatia de 45,7% da Açúcar Guarani, controlada pelo grupo francês Tereos. No caso da São Martinho, o aporte será de menor dimensão. (págs. 1 e B11)
Foto-legenda: Muitos Viagras
A patente do Viagra terminou ontem à meia-noite e a EMS e controladas correram para distribuir já hoje às farmácias quatro versões genéricas e quatro similares da droga, diz Waldir Eschberger, vice-presidente de mercado. Grandes laboratórios multinacionais disputarão este mercado. (págs. 1 e B8)
Depois da Copa, mais trabalho
A produção que deixou de ser realizada durante os jogos da seleção na Copa do Mundo será compensada ao longo do ano, em acordo entre empresas e funcionários. Em alguns casos, como da Usiminas, a produção não pode parar. Em outros, como na GM em São José dos Campos, os pr6prios funcionários optaram por trabalhar durante as partidas. A 80 km dali, na GM em São Caetano do Sul, os operários assistiram ao jogo de estreia em suas casas. Cerca de 400 veículos deixaram de ser fabricados.

O Brasil venceu ontem a Costa do Marfim por 3 a 1. (págs. 1 e A3)
Investimentos seguem o rumo da Cuiabá-Santarém
As obras de asfaltamento da rodovia BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, andam lentamente. O governo quer concluir metade da obra de R$ 1,5 bilhão até o fim de 2010. Até agora, apenas 93 km dos 408 km contratados foram concluídos. Há buracos e poeira. Mesmo assim, a cobiça pela região já foi despeitada e muitas empresas planejam investir ali. O Valor acompanhou uma caravana que percorreu 1.300 km em três dias para ver as obras. Há planos de usinas, portos privados, fazendas e revendas. (págs. 1 e Al6)
GP vende Imbra por US$ 1 e tem perda de R$ 140 milhões
A GP Investiments fechou no fim de semana um contrato para repassar a rede de clínicas odontológicas Imbra a um novo controlador e encerrar um de seus piores negócios recentes.

Um ano e meio após comprar o controle da rede especializada em implantes dentários e de investir US$ 140 milhões, a GP entregou 78,9% do negócio pelo valor simbólico de US$ 1. Perdeu todos os recursos aplicados e se dispôs a emprestar a longo prazo R$ 40 milhões à Arbeit, a nova controladora. (págs. 1 e B4)
Estados vão bater recorde de receitas com o aquecimento da economia (págs. 1 e A4)
 
Para Amorim, Brasil sai chamuscado em mediação com Irã (págs. 1 e A2)
 
Mesmo com aporte do FGTS, grupo Rede busca recursos, diz Carmem (págs. 1 e B1)
 
Mercado em alta definição
Impulsionadas pela Copa do Mundo, as vendas de televisores LCD em alta definição (full HD) no paí chegaram a 800 mil aparelhos de janeiro a abril, metade do total do mercado. (págs. 1 e B2)
Voos restritos
Economia de escala baixa e problemas de infraestrutura nas cidades de menor porte reduzem a atuação das empresas aéreas regionais. Hoje, são 121 municípios atendidos, ante 169 em 1998. (págs. 1 e B4)
Investimentos da Sanofi
A Sanofi-Aventis, líder do varejo de medicamentos, investe para ampliar suas fábricas no Brasil e construir sua quarta unidade. A Medley, adquirida em 2009, será a marca de genéricos na América Latina. (págs. 1 e B8)
Agroamigo
Em cinco anos, o programa de micro-crédito rural do Banco do Nordeste e do Ministério do Desenvolvimento Agrário já financiou R$ 1,3 bilhão a mais de 700 mil agricultores, diz o presidente do BNB, Roberto Smith. (pág. 1 e Caderno especial)
Gargalos do biodiesel
Estudo do BNDES aponta fragilidades do programa brasileiro de biodiesel, como excesso de capacidade de produção que deve perdurar até 2018, e dependência da soja, fortemente ligada à cadeia alimentar. (págs. 1 e B12)
Benefícios da governança
Estudo do economista Alexandre Espírito Santo, diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ, mostra que empresas com boas práticas de governança corporativa têm custo menor de capital. (págs. 1 e D1)
Corrida do ouro
A alta do preço internacional do ouro, impulsionada por investidores e fundos hedge em busca de proteção ou especulação, puxa o metal no mercado interno, com elevação de 16,13% no ano, ante 6,05% da bolsa. (págs. 1 e D2)
TOV cresce, mas lidera queixas
O crescimento acelerado da corretora TOV, que em pouco mais de um ano passou do 34º para o 9º lugar no ranking da BM&FBovespa, também colocou a instituição no topo das reclamações na CVM. (págs. 1 e D3)
´Refis´ autárquico
Advocacia-Geral da União (AGU) prepara regulamentação para programa de parcelamento de dívidas com autarquias federais, como o INSS. O prazo para adesão terminará em 31 de dezembro. (págs. 1 e E1)

Ideias: Sergio Leo
Pré-acordo do algodão entre Brasil e EUA visa evitar atritos entre ambos e buscar temas para uma “agenda positiva”. (págs. 1 e A2)
Ideias: Luiz Werneck Vianna
Relógio da história atual do Brasil desandou; quando mais avança, mais volta e passado em busca de soluções. (págs. 1 e A6)
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Estado de Minas
 
Manchete: Gols fabulosos, vaga mais cedo (pág. 1)
 
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Jornal do Commercio
 
Manchete: Uma vaga é nossa
Foi um jogo duro, com a Costa do Marfim caçando nossos craques em campo, mas o Brasil fez 3x1 e avançou às oitavas com uma rodada de antecedência. (pág. 1)
Mata Sul contabiliza estragos da cheia (pág. 1)
 
Inscrições para o Enem começam hoje, só pela internet (pág. 1)
 
Saramago (pág. 1)
 
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Zero Hora
 
Manchete: Estado prevê tornozeleiras para 200 presos em 90 dias
Meta da Susepe é de que, em quatro anos, 5 mil condenados sejam monitorados eletronicamente, desafogando os superlotados presídios gaúchos. (págs. 1, 4 e 5)
Câmbio muda: Decisão da China anima comércio internacional
Valorização do yuan, anunciada pelo governo chinês, deve favorecer exportações de outros países. (págs. 1 e 17)
Força eleitoral: Uribe elege sucessor na Colômbia
Com cerca de 70% dos votos, o governista Juan Manuel Santos venceu o segundo turno. (págs. 1 e 21)

Para a Copa: UFRGS busca soluções para “vazios” de Porto Alegre
População poderá dar sugestões pela internet. (págs. 1 e 24)
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Documento "secreto" mostra falhas graves no atendimento do SUS no Estado de SP
Arthur Guimarães
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Mantida em sigilo da opinião pública há três meses, uma pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo junto aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aponta problemas crônicos no atendimento aos pacientes nos hospitais paulistas, carências que fazem a espera por exames chegar a seis meses e obriga as grávidas a enfrentarem o trabalho de parto sem a anestesia normalmente indicada.
Chamado “Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS-SP”, o relatório obtido com exclusividade pelo UOL Notícias foi produzido com base em 350 mil respostas obtidas após o envio de cartas (veja abaixo) ou em telefonemas aos cidadãos atendidos em 2009 nas mais de 630 unidades que funcionam com recursos do SUS.
 

Espera por exame chega a 6 meses; gestantes não recebem anestesia
Entre os dados tabulados, destacam-se estatísticas alarmantes, como indicam especialistas ouvidos pelo UOL Notícias. Cerca de 30% dos entrevistados afirmaram, por exemplo, que demoraram até seis meses para fazer um exame de alta complexidade, como quimioterapia, hemodiálise ou cateterismo. Tais procedimentos, no caso de um paciente com razoável situação financeira, são feitos em instituições particulares imediatamente ou em poucos dias, com possibilidade de agendamento.

Outro escândalo médico registrado pelo levantamento “secreto” aponta que apenas 24% das grávidas que enfrentaram o trabalho de parto pelo SUS receberam anestesia raquidiana ou peridural, procedimentos que aliviam o sofrimento e que são considerados padrão às pacientes. E pior: 14% tiveram seus filhos tomando apenas um “banho morno” para aliviar a dor (o levantamento não especifica o tipo de parto, natural ou cesárea). Veja a seguir a conclusão do relatório, de que há falhas nesse quesito:
 

Falta de vacina contradiz registros oficiais
A vacinação foi outro destaque negativo marcante na pesquisa. Cerca de 30% dos pais relataram falta de vacinas na unidade, “sempre”. Como alerta o próprio diagnóstico oficial, “esta resposta foi surpreendente, uma vez que no período da pesquisa não há registro de falta ou redução no estoque de vacinas do sistema público”. Ou seja, tudo indica que os funcionários dos hospitais mentiram para o público.

Além disso, como mostram os dados tabulados pelo governo, 18,9% dos pais disseram que seus filhos não tomaram nenhuma vacina ao nascer, indo contra as normas do Programa de Imunização do Estado de São Paulo, que prevê pelo menos a oferta de vacinas contra a tuberculose. Como indica o levantamento, “trata-se de perda de oportunidade e falha no programa, demonstrando necessidade de reorientar e avaliar as maternidades”.

"Quadro é grave"
O UOL Notícias ouviu seis especialistas com experiência em atendimento médico e na análise da gestão pública da saúde para comentar os dados, a que somente tiveram acesso por meio desta reportagem. Todos foram unânimes em afirmar que o quadro é “grave”, apesar de alguns terem pedido para não serem identificados.

Paulo Eduardo Elias, professor de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), afirma que os dados apenas confirmam que o sistema de saúde em São Paulo não dá a atenção devida aos pacientes. “Como mostram as informações sobre os procedimentos de parto, fica claro que o governo deixa as pessoas terem dor. É um problema grave. Não se importa muito com isso”, argumenta.
Para Álvaro Escrivão Júnior, professor e especialista em gestão hospitalar da Fundação Getúlio Vargas, a pesquisa revela a falta de recursos para o setor. “Quando se tem um sistema universal, que atende a todos, precisa ter dinheiro para manter o funcionamento do sistema. A pessoa precisa fazer exames imediatamente, não depois de seis meses”, diz.

Caixa-preta

Todas as graves falhas no sistema de saúde de São Paulo, no entanto, não assustam tanto os acadêmicos quanto a tentativa de esconder o levantamento da opinião pública.

A reportagem do UOL Notícias, em ligações telefônicas praticamente semanais, cobra a divulgação do relatório desde o começo de março. Na ocasião, o governo promoveu um evento em que premiou os melhores hospitais do Estado, segundo conclusões tiradas desta mesma pesquisa. No entanto, não divulgou quais seriam os piores estabelecimentos.

No primeiro contato com a Secretaria da Saúde de São Paulo, no dia 4 de março, a reportagem solicitou a íntegra do levantamento. O pedido foi ignorado. Pelo menos cinco recados em nome do UOL Notícias foram deixados a um dos chefes da assessoria de imprensa da secretaria, Vanderlei França. Nunca houve retorno. Além disso, a reportagem tentou conseguir o relatório com pelo menos cinco membros do Conselho Estadual de Saúde, órgão consultivo da secretaria que, em tese, deveria ser informado de tudo o que acontece no sistema de Saúde estadual. 
Até a sexta-feira (18), todos os conselheiros relataram não ter conseguido acesso aos dados. Tomás Patrício Smith-Howard, representante da Associação Paulista de Medicina, chegou inclusive a protocolar um pedido formal tentando obter as informações. Já esperava havia mais de dois meses. “Temos total interesse em saber o conteúdo da pesquisa, inclusive para conseguirmos analisar o sistema de saúde. Essa é a nossa função”, diz ele, que ficou sabendo do resultado do levantamento via UOL Notícias.

Pouco antes do fechamento desta reportagem, a secretaria incluiu os dados no site oficial do governo, apenas às 20h, sem aviso. Em resposta oficial enviada dias antes ao UOL Notícias e assinada pelo secretário Luiz Roberto Barradas Barata, a própria secretaria afirmava:
Falta de transparência
Claudio Weber Abramo, presidente da Transparência Brasil, classificou a situação como “trágica”. Segundo ele, é um “absurdo” uma pesquisa financiada com dinheiro público não ser divulgada. “É típico de São Paulo. Os recursos neste Estado são incompatíveis com a obscuridade do governo.” 
 
 
Repasse: se nos anos 40 existisse internet, Hitler não teria assassinado milhões de judeus.
 
Buya neles!!!
 
 
 
 
- Buya




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