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Vítimas de crime eletrônico chegam a 300 mil - 11.10.2011

 

 
 
 
 
Vítimas de crime eletrônico chegam a 300 mil
Entre as vítimas está o Buya, que teve seu computador invadido em 2007, sua senha capturada e  seu email usado por bandido eletrônico de Pirassununga
Essa é a estimativa mais conservadora da Fecomercio em pesquisa feita em São Paulo
10 de outubro de 2011 | 23h 00
  • Jornal da Tarde
SÃO PAULO -
Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) revela que 300 mil famílias paulistanas têm ao menos um integrante que já foi vítima de crime eletrônico. A fraude mais comum é o desvio de dinheiro da conta bancária, atingindo quase um quarto, ou 24,71%, das vítimas. Os dados são parte da Pesquisa sobre Hábitos dos Paulistanos na Internet, realizada em maio e apresentada durante o 3º Congresso de Crimes Eletrônicos e Formas de Proteção, que termina nesta terça-feira, 11, em São Paulo.
Segundo o levantamento, que ouviu mil entrevistados, em seguida aparecem clonagem de páginas pessoais em sites de relacionamento e a não entrega de produtos comprados, ambas infrações com 15,29% das ocorrências.
Já as compras indevidas creditadas em cartões de crédito prejudicaram 14,12% das vítimas de crimes eletrônicos, enquanto o uso indevido de dados pessoais atingiram 12,94%, a clonagem de cartão, 7,06%, e as compras em lojas que não existem, 2,35%.
Ocorrências diminuem
Segundo Pedro Guasti, presidente do Conselho interação e e-commerce da Fecomércio, o volume de consumidores lesados vem caindo. Este ano foram 8,5% do total de famílias, ante 11,1% em 2010 e 14% em maio de 2009.
Apenas 37,65% das vítimas registraram queixa na polícia, informou a entidade. O crime eletrônico afasta o consumidor do e-commerce, mas em proporção menor do que a registrada no ano passado. De acordo com o levantamento, 29,41% das vítimas não voltam a realizar compras pela internet. O número é 5,01 pontos porcentuais menor que o da pesquisa de 2010. "O dado demonstra que os paulistanos estão aprendendo com os erros e procurando se proteger ao invés de simplesmente abandonar as vantagens oferecidas pela internet", informa a Fecomercio-SP.
O total de pessoas que usa antivírus, no entanto, caiu de 79,45% para 76,85%. O medo de fraudes é justamente o que mais afasta o consumidor do e-commerce: 52,69% o citam como razão para não aderir às compras pela web. Esse nível, porém, é menor que o registrado em 2010, quando 63,74% dos pesquisados apontaram o medo de fraudes como o principal motivo. A necessidade de ver pessoalmente o produto antes da compra é lembrada por 23,15% das pessoas e o preço final da compra (produto mais frete), por 17,66%.
A pesquisa mostra que mais da metade dos paulistanos (51,5%) recorrem a compras pela internet principalmente por conta da praticidade. Os consumidores reclamam da falta de informações claras e precisas a respeito dos produtos e serviços oferecidos - 43,51% dos paulistanos consultados estão insatisfeitos com os dados fornecidos, número 8,35 pontos porcentuais maior que o registrado em 2010.
 
- Buya




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