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30.05 -Enfermeira denuncia irregularidades em hospital de Pirassununga, SP

30/05/2012 20h54- Atualizado em 30/05/2012 20h57

Enfermeira denuncia irregularidades em hospital de Pirassununga, SP

Reaproveitamento de pinças para endoscopia estaria entre os problemas.
Ministério Público está investigando o caso; secretária rebateu acusações.

 

Do G1 São Carlos e Região

 
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Uma enfermeira do Centro de Especialidades Médicas (CEM) de Pirassununga (SP) denunciou que alguns equipamentos estão sendo manuseados com negligência, além de outras irregularidades. Nesta quarta-feira (30), Royce Victorellu Vargas prestou depoimento ao Ministério Público.

A enfermeira, que é responsável pelo centro de material e esterilização da prefeitura, trabalha há dois anos no setor, que funciona no Centro de Especialidades Médicas. Ela tirou fotos dos locais onde haveria irregularidades.

Uma delas mostra o reaproveitamento de pinças para endoscopia. O material deveria ser descartado depois do uso, mas, segundo ela, não é o que acontece. “Usavam, lavavam, o paciente saia, vinha o próximo e eles reutilizavam. Eram sete biópsias por dia com a mesma pinça”, explicou.

As fotos também mostram toalhas de uso dos funcionários e pacientes sendo guardadas em um armário no banheiro, ao lado do vaso sanitário.

Royce disse que instrumentos sujos e limpos são transportados no mesmo veículo da prefeitura, provocando a contaminação. “Roupa cheia de sangue junto com a roupa limpa”, disse.

A sala de material e esterilização, que recebe instrumentos sujos e contaminados, é a mesma onde o material limpo fica guardado.

Não há separação dos ambientes, o que, segundo ela, é contra as normas de vigilância. A situação era para ser provisória e durar um mês até que a reforma da antiga sala fosse concluída. No entanto já se passaram meses e a enfermeira explicou que a obra ainda não terminou. “Lavamos materiais com sangue, secreção vaginal, do jeito que jogamos o material, tem um ralo embaixo e sobe toda essa água e vem para nosso pé”, afirmou.

Enfermeira mostra fotos de supostas irregularidades em Centro Médico (Foto: Reprodução/EPTV)Enfermeira mostra fotos de supostas irregularidades
em Centro Médico (Foto: Reprodução/EPTV)

Denuncia também que ela e uma técnica em enfermagem trabalham na sala sem os equipamentos de proteção corretos. Royce afirmou que as luvas deveriam ser de cano longo e material mais resistente. Ela enviou ofícios à prefeitura pedindo os equipamentos de proteção, sendo um deles de 2011.

A enfermeira disse que a prefeitura só enviou os equipamento de proteção depois que uma funcionária se feriu com uma tesoura contaminada e foi afastada do trabalho. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público.

Ambas prestaram depoimento nesta quarta-feira e a promotoria aguarda um relatório de inspeção da Vigilância Sanitária do estado para seguir com as investigações.

Outro lado
A secretária de Saúde, Miriam Daisy Calmon Scaggion, rebateu as acusações. Ela disse que assumiu o cargo em agosto do ano passado e até hoje só recebeu um pedido para a compra de equipamentos de proteção. “Recebemos o pedido em fevereiro, parte foi imediatamente providenciada e o restante estava sendo providenciado”, disse.

Sobre o transporte de materiais, a secretária disse que eles são feitos em embalagens lacradas, sem risco de contaminação. O armazenamento de toalhas foi feito temporariamente em um banheiro desativado por causa das reformas na unidade. “Não havia uso, por isso ele estava sendo usado como depósito, mas isso também já foi regularizado”, afirmou.

A secretária de Saúde, Miriam Daisy Calmon Scaggion (Foto: Reprodução/EPTV)A secretária de Saúde, Miriam Scaggion
(Foto: Reprodução/EPTV)

Miriam mostrou para a reportagem do Jornal Regional a antiga sala que está sendo reformada para receber novos equipamentos. A obra começou em janeiro com previsão de 90 dias, mas precisou ser prorrogada e deve terminar em junho.

Ela ainda disse que a sala provisória foi escolhida pela funcionária que responde pelo setor, mas o processo de esterilização deixou de ser feito no local, sendo tudo enviado para a Santa Casa de Pirassununga.

Explicou também que o vazamento de água foi um problema pontual já resolvido.

Sobre a denúncia da reutilização de pinças de endoscopia, a secretária alegou que a resterilização não poderia ser feita a vapor, mas é procedimento comum usar produtos químicos. Há um mês, os exames foram cancelados e a prefeitura comprou novas pinças de outro material que permite a esterilização convencional.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que as pinças usadas na endoscopia podem ser reutilizadas desde que sejam esterilizadas de forma correta e seguindo as orientações do próprio fabricante.

- Buya




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