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19.08 - Eleições 2012 - A São Paulo que balança

Eleições 2012 - A São Paulo que balança

‘Estado’ entrevistou 52 moradores de cinco bairros que oscilam entre um partido e outro a cada votação, além de dois redutos do PT e do PSDB

 

A São Paulo que balança

Lourival Sant’Anna, de O Estado de S.Paulo

A cidade de São Paulo tem sido a arena de uma acirrada disputa entre o voto a favor e contra o PT. Luiza Erundina (1989-1992) e Marta Suplicy (2001-2004) sucederam e antecederam prefeitos que, cada um à sua maneira, encarnaram o antipetismo: Paulo Maluf, José Serra e os sucessores indicados por eles, respectivamente Celso Pitta e Gilberto Kassab. Daí o embaralhamento causado pela aliança PT-Maluf, que redefine a polarização.

O mapa da apuração de votos das sucessivas eleições desenha uma São Paulo na qual o centro expandido, que concentra a população de renda mais alta, vota maciçamente contra o PT, enquanto os extremos da periferia se mostram marcadamente petistas. Diante da regularidade desses dois territórios, é na região intermediária entre o centro e a periferia que se traça o destino de cada eleição municipal. Seus eleitores pendem de um lado para outro, e, ao fazer isso, apontam o resultado, não tanto por sua importância numérica, mas porque acabam representando um termômetro dos humores no interior dos redutos petistas e antipetistas, que afinal não têm comportamento homogêneo e também sofrem de hesitações e angústias.

Nas duas últimas semanas, seguindo modelos de análise criados pelo especialista em estatística aplicada à política Maurício Moura, da Universidade George Washington (EUA), o Estado foi ouvir os eleitores de cinco desses bairros pendulares: Vila Matilde e Ermelino Matarazzo, na zona leste; Capela do Socorro e Jardim São Luís, na zona sul; e Pirituba, na zona norte; além de um reduto do PT e outro do PSDB: respectivamente Itaim Paulista, no extremo leste, e Moema, na zona sul, para flagrar os humores entre os eleitores que costumam ter um voto mais consistente. Foram ouvidas 52 pessoas nos 7 bairros.

O que o Estado constatou foi que as regiões tradicionalmente pendulares e as consistentes têm algo em comum. Eleitores que ao longo de décadas votaram no PT ou no PSDB estão em busca de algo diferente, ao mesmo tempo em que se preocupam com o passado dos candidatos e não querem mergulhar no desconhecido. É como se as placas tectônicas que se movem no meio estivessem abalando suas extremidades. São Paulo inteira balança.

- Buya




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